Se você  costuma devorar livros de negócios, deve ter reparado que as obras relacionadas ao tema “liderança” dominam as prateleiras da categoria. Engana-se quem pensa que o fenômeno é recente e fruto do esforço das mentes brilhantes de coaches sistêmicos: o interesse pela arte de liderar remonta eras longínquas. Um bom exemplo é o famigerado “Arte da Guerra”, tratado escrito pelo general chinês Sun Tzu durante o século IV a.C. e que continua dividindo as listas de best-sellers com obras de mesma magnitude (como a biografia da Anitta e outras pérolas da sabedoria ocidental).

Se o interesse no tema é antigo e fruto da cobiça de algumas das figuras mais célebres que habitaram essa redondilha, certamente não preciso gastar minhas digitais para convencê-la(o) da sua importância. Antes de listar os 5 motivos para estudá-lo e cumprir com o propósito prometido pelo título, quero deixar bem claro que na minha visão…

Liderar é um exercício (prático!)

Perdi as contas de quantas centenas de horas de vídeos, palestras e livros antes de abrir a minha primeira empresa e (mesmo assim) continuo apanhando de todas as formas possíveis para montar, treinar, gerenciar e motivar minhas equipes. Não existe fórmula infalível, liderar é um exercício de saco resiliência, experimentação, auto-conhecimento e ao contrário do que muitos imaginam…

Não existe “a forma certa”

Cada equipe, cultura, empresa e momento pede uma liderança distinta. Não existe uma receita de bolo que misture uma pitada de persuasão com uma xícara de carisma e uma colher de sopa de auto-confiança para assar o “líder perfeito” e nem existe o “perfil certo”. Pelo contrário, um profissional diferente se destaca justamente pela capacidade de fazer a leitura das situações e adaptar a postura conforme a natureza do desafio. Daniel Goleman — o pica “pai” da inteligência emocional, que certamente aparecerá mais vezes por aqui — caracterizou bem essa “maleabilidade”, e especificou em um artigo publicado na Harvard Business Review 6 estilos essenciais de liderança, a serem utilizados como ferramentas de um canivete suíço.

Dito isso, um dos principais motivos que me fizeram mergulhar para além da superficialidade da auto-ajuda e desbravar águas mais profundas foi a perspectiva de…

1. Crescimento pessoal

É preciso coragem para se colocar à frente das situações. Confesso que sempre procurei me esquivar do protagonismo em alguma carteira no fundo da sala, mas nunca deixei de admirar quem ousava levantar a mão em meio a uma chuva de bolas de papel. A mentalidade — me recuso a falar “mindset” — de “chamar a responsa” serve a qualquer tipo de ocasião ou relação social: desde levantar o rabo da cadeira e consertar o chuveiro até cobrar em reunião transparência dos gastos daquele síndico que foi flagrado bebericando Freixenet na beira da piscina.

No âmbito pessoal ainda dói, mas tomar a iniciativa de resolver os problemas que surgem na rotina da empresa é inevitável para quem busca…

2. Crescimento profissional

3. Liberdade

4. Altruísmo